Com pequenas diferenças (ligada a posições principalmente dos braços e sobre estabilidade ou movimentação dentro da posição) este exercício que pode ser considerado da família das extensões está bem presente tanto na prática do pilates como na do yoga e aparece tanto nas aulas dos iniciante como de experientes praticantes.
A ponte é usada tanto para aquecimento articular (pois sua dinâmica traz muita consciência para sensibilizar e fortalecer músculos centrais) e cai muito bem como uma posição restauradora se você trabalhou com muita flexão do quadril, por exemplo.
Como o objetivo desta coluna é apresentar como este movimento, tão usado no pilates também aparece nas práticas de yoga (e não deixe de ler o texto que compara estas duas modalidades). Dentro do yoga orientamos esta posição para os dias em que o praticante se encontra congestionado ou sentindo a coluna rígida. Quando as mãos se encontram embaixo do corpo, chamamos de da ponte sobre o vão. Entrelaçamos as mãos, fazendo uma rotação externa dos ombros e braços. Muita atenção ao pescoço, que deve permanecer com suas curvas preservadas e ele relaxado, com o praticante podendo olhar para todos os lados sem se sentir pressionado. Imagine as escápulas como um par de mãos abrindo o seu peito e o seu coração e lá permanecemos respirando de forma tranquila com a mente ligada aonde seu corpo está.
A palavra em sânscrito “sukha”, presente no nome desta postura é compreendida como espaçosa, confortável, fácil e é esta sensação que você deve buscar ao praticar a postura. Ao construir sua ponte, sem que haja compressão você pode soltar pontos tensos do corpo que te ajudará tanto na prática física como no seu dia-a-dia.
Encare este movimento como uma boa ponte para uma boa vida e boa prática!
Por Ge Gurak
Instrutora que atua há mais de 14 anos com Pilates e Yoga e teve a chance de aperfeiçoar-se na Índia, além de possuir especialização em ZEN•GA™ e Garuda®. Conduz suas aulas no Centro de Treinamento da TcPilates (www.tcpilates.com.br)